A designação distúrbio comportamental é vasta e abrange inúmeras patologias, que exigem acompanhamento específico e direccionado. Pode considerar-se três tipos de PHDA:

combinado ou misto – quando coexistem os sintomas de desatenção e impulsividade na criança;

desatento: o deficit de atenção expõe os seguintes sintomas, segundo FALARDEAU, Guy (1997: 45):

a) A criança não presta atenção suficiente aos pormenores e faz muitas vezes erros de atenção na escola, no trabalho ou durante outras actividades;

b) tem dificuldade em manter-se atenta, no trabalho ou nos jogos;

c) parece não ouvir quando lhe falam;

d) raramente termina um trabalho ou ignora uma parte das instruções (não devido a um comportamento de oposição ou porque as instruções foram mal compreendidas);

e) tem dificuldade em organizar o seu trabalho e as suas actividades;

f) afirma detestar certas actividades ou tenta evitá-las quando estas lhe exigem um esforço mental contido (como o trabalho escolar ou a leitura);

g) perde objectos necessários às suas actividades (brinquedos, lápis, cadernos, utensílios);

h) distrai-se facilmente por estímulos pouco importantes;

i) é levada a esquecer coisas que fazem parte das suas actividades diárias.

hiperactivo e impulsivo:

Para FALARDEAU, Guy (1997: 45/46) os sintomas de hiperactividade podem manifesta-se da seguinte forma:

a) A criança mexe os pés ou as mãos ou agita-se na sua cadeira;

b) sai da cadeira ou da aula em situações onde a posição de sentada é obrigatória;

c) corre ou salta imprevisivelmente (o adolescente ou a adulto limita-se a uma incapacidade de ficar no lugar);

d) é incapaz de jogar sem fazer barulho;

e) parece perpetuamente em movimento;

f) fala demasiado;

A impulsividade aduz com frequência na opinião de FALARDEAU, Guy (1997: 46):

g) A criança responde às perguntas mesmo antes destas terem acabado de ser formuladas;

h) tem dificuldade em aguardar a sua vez;

i) interrompe as outras ou intervém nas suas conversas ou nos seus jogos;

A forma de apresentação deste distúrbio e os sintomas inerentes sejam eles quais forem, prejudicam sempre a interacção social, o desenvolvimento emocional e o rendimento escolar.

Uma resposta to “Encarregados de Educação”

  1. Ana Silva Says:

    DEFINIÇÃO

    A designação distúrbio comportamental é vasta e abrange inúmeras patologias, que exigem acompanhamento específico e direccionado. Pode considerar-se três tipos de THDA:
    – combinado ou misto – quando coexistem os sintomas de desatenção e impulsividade na criança;
    – desatento: o deficit de atenção expõe os seguintes sintomas, segundo FALARDEAU, Guy (1997: 45):
    a) A criança não presta atenção suficiente aos pormenores e faz muitas vezes erros de atenção na escola, no trabalho ou durante outras actividades;
    b) tem dificuldade em manter-se atenta, no trabalho ou nos jogos;
    c) parece não ouvir quando lhe falam;
    d) raramente termina um trabalho ou ignora uma parte das instruções (não devido a um comportamento de oposição ou porque as instruções foram mal compreendidas);
    e) tem dificuldade em organizar o seu trabalho e as suas actividades;
    f) afirma detestar certas actividades ou tenta evitá-las quando estas lhe exigem um esforço mental contido (como o trabalho escolar ou a leitura);
    g) perde objectos necessários às suas actividades (brinquedos, lápis, cadernos, utensílios);
    h) distrai-se facilmente por estímulos pouco importantes;
    i) é levada a esquecer coisas que fazem parte das suas actividades diárias.
    – hiperactivo e impulsivo:
    Para FALARDEAU, Guy (1997: 45/46) os sintomas de hiperactividade podem manifesta-se da seguinte forma:
    a) A criança mexe os pés ou as mãos ou agita-se na sua cadeira;
    b) sai da cadeira ou da aula em situações onde a posição de sentada é obrigatória;
    c) corre ou salta imprevisivelmente (o adolescente ou a adulto limita-se a uma incapacidade de ficar no lugar);
    d) é incapaz de jogar sem fazer barulho;
    e) parece perpetuamente em movimento;
    f) fala demasiado;
    A impulsividade aduz com frequência na opinião de FALARDEAU, Guy (1997: 46):
    g) A criança responde às perguntas mesmo antes destas terem acabado de ser formuladas;
    h) tem dificuldade em aguardar a sua vez;
    i) interrompe as outras ou intervém nas suas conversas ou nos seus jogos;
    A forma de apresentação deste distúrbio e os sintomas inerentes sejam eles quais forem, prejudicam sempre a interacção social, o desenvolvimento emocional e o rendimento escolar.

    DIAGNÓSTICO

    As crianças e adolescentes com distúrbios comportamentais apresentam quase sempre uma capacidade cognitiva dentro da média por um lado e por outro lado possuem desvios de comportamento (comem e dormem com mais dificuldade), manifestam agressividade, têm dificuldade de socialização (incapazes de obedecer às regras), complicações de concentração, agitação, entre outros.

    MEIO FAMILIAR

    Importa despertar que os problemas associados estes representam um desafio acrescido para os pais e/ ou encarregados de educação.
    Os familiares destas crianças e adolescentes terão de se consciencializar que isto afecta, de forma significativa, toda a vida do indivíduo, em adulto pode interferir quer no seu desempenho laboral quer nas suas relações afectivas.
    Daí que o principal objectivo é compreender que os problemas disciplinares não são provocados conscientemente pois as crianças com THDA desenvolvem transtornos comportamentais.
    Esta desordem crónica acarretará sofrimento emocional nos familiares desses indivíduos: crianças, adolescentes ou adultos, independentemente da sensibilidade das pessoas mais próximas com quem se relacionam.
    A intervenção no ambiente familiar e social exerce uma influência determinante no prognóstico destas crianças através de orientações e sugestões específicas para adopção de atitudes positivas e concretização de actuações correctas que favoreçam as integrações e facilitem a convivência familiar.
    Os especialistas indicam que as famílias consistentes e equilibrada assim como o ajustamento social e emocional das crianças são factores que prognosticam uma melhor evolução.
    Consequentemente o modo mais eficaz de prestar ajuda ás crianças hiperactivas passa por melhorar o clima familiar e as competências dos pais para controlar os comportamentos desadequados e por eliminar as interacções negativas com as crianças e, desta forma evitar as experiências de fracasso e de mau relacionamento familiar.

    O PAI IDEAL DE UMA CRIANÇA COM THDA

    FALARDEAU, Guy (1997: 169/170) refere algumas pistas e conselhos para apoiar as dificuldades quotidianas dos pais com os seus filhos hiperactivos. Não devendo ser vista como unica “receita”, deve ser encarada como uma forma de despertar e responsabiliza os pais pela condução positiva no seu percurso educacional e futuro desempenho profissional.
    1. Aceita a criança tal como ela é, pois está muito bem informado sobre a hiperactividade.
    2. É inflexível no respeito pelas regras, mas sempre calmo e positivo.
    3. É capaz de modificar as suas estratégias de ensino para adaptá-las às capacidades da criança.
    4. Aperfeiçoa o material didáctico de forma a adaptar-se às aptidões da criança.
    5. Inventa trabalhos que necessitem o máximo de movimentos por parte da criança, e evita os que exijam que a criança fique muito tempo sentada na sua carteira.
    6. Alterna as tarefas mais ou menos atraentes em harmonia com os gostos da criança
    7. Não atribui demasiada importância ao trabalho de casa.
    8. Sabe diminuir a pressão quando o nível de frustração da criança atinge um limiar crítico.
    9. Sabe diminuir a pressão quando o seu próprio nível de frustração atinge um limiar crítico.
    10. Fala claramente, utiliza frases curtas, directas e fáceis de compreender.
    11. Olha a criança nos olhos quando comunica com ela.
    12. Dirige uma classe bem organizada e sempre previsível.
    13. Controla a classe sem ser demasiado dominador.
    14. Reage de forma imediata e constante a cada comportamento.
    15. Tem uma forma discreta de informar a criança que não trabalha como deveria ou que acabou de agir de forma inadequada.
    16. Está próximo da criança da criança sem ser indiscreto.
    17. Ignora as pequenas faltas; sabe escolher as lutas que valem a pena.
    18. Apoia a criança na organização do seu trabalho sempre que é necessário e apropriado e não receia comprometer-se.
    19. Interessa-se pela vida da criança: as suas alegrias, os seus receios, os seus desejos (mesmo após um duro dia de trabalho).
    20. Está muito aberto para se encontrar com os outros intervenientes sempre que necessário, a fim de trabalhar no mesmo sentido.
    21. É dotado de um grande sentido de humor.

    PROGNÓSTICO

    Sabe-se actualmente que, este distúrbio comportamental tem uma causa genética, existindo uma predisposição para o seu desenvolvimento em irmãos e filhos de indivíduos com THDA.
    Esta patologia afecta mais crianças do sexo masculino, verificando-se uma diferença menor na prevalência entre sexos durante a adolescência, altura durante a qual o diagnóstico se mantém em cerca de 70% dos casos. São conhecidas mutações em alguns genes que determinam a diminuição dos níveis de alguns neurotransmissores, existem vários estudos que indicam que o desenvolvimento desta patologia surge do período pré-natal: baixo peso à nascença / prematuridade do bebé e do consumo de drogas / álcool da mãe.

    TRATAMENTO

    A intervenção terapêutica deve ser individualizada e realizada sobre uma abordagem multidisciplinar, incluindo mudanças comportamentais e recurso a terapêutica psico – estimulante.
    O objectivo do tratamento é sempre o controlo dos sintomas de desatenção e hiperactividade, melhorando o desempenho académico e as competências sociais e, consequentemente, a auto – estima da criança.
    O primeiro passo para a compreensão do problema do filho é a aceitação do mesmo, ser paciente, realizar actividades novas e atraentes para ocupar de tempos livres:
    Por exemplo, actividades físicas como a natação, desportos de grupo como futebol ou râguebi, outras actividades colectivas como artes marciais, registam francos benefícios a nível comportamental.
    O período da manhã será aquele em que o indivíduo com PHDA estará mais receptivo, onde demonstrará menos sintomas. Com o decorrer do tempo notar-se-á fadiga

    SUGESTÕES PARA OS PAIS
    As famílias referem que os comportamentos das crianças hiperactivas são disruptivos daí que, por vezes, os pais exasperam, perdem o controle da situação e irritam-se. Esta situação em vez de resolver os conflitos pode agravá-los. É importante que aprendam a controlar as suas próprias emoções e assumir que estas crianças exigem maiores doses de calma, de paciência e flexibilidade do que as outras.
    Não basta esforçar-se por ser mais tolerante e paciente é necessário adoptar normas apropriadas de actuação que incluem tanto estabelecer regras explicitas para regular a convivência como administrar castigos curtos mas eficazes. Assim:
    – As normas de disciplina devem ser claras para que a criança saiba exactamente o que se espera dela.
    – As instruções e respostas verbais dos adultos devem ser breves, precisas e concretas. As ameaças constantes, repreensões e discussões permanentes não são muito eficazes.
    – Perante uma violação da norma os adultos devem avaliar a situação antes de responder “a quente”.
    – Os castigos devem ter uma duração limitada. Se forem muito prolongados são difíceis de cumprir, podem gerar ansiedade e sentimentos negativos na criança e não são tão eficazes que os castigos curtos.
    – As crianças hiperactivas devem conviver com os seus pares. Retê-las em casa evitando contactos vai dificultar a sua adaptação social, aumentar a ansiedade e a hiperactividade.
    – Devem estabelecer horários regulares (horários estáveis quer para as refeições quer para se deitarem)
    – Quando a criança tiver de realizar tarefas novas é recomendável começar a aprendizagem com tarefas simples e fáceis de forma a garantir o êxito e fortalecer a auto-estima.
    – Adopte uma atitude positiva com a criança. Faça referência positiva às capacidades e ao êxitos que ela obtém e não ao carácter perturbador do comportamento.

    PROPOSTAS PARA FUTURAS LEITURAS
    http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=272&Itemid=63

    http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=591&Itemid=60

    http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=898&Itemid=109

    http://revistapaisefilhos.terra.com.br/htdocs/index.php?id_pg=101&id_blog=3&id_post=1487

    http://www.paisefilhos.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1883&Itemid=60

    http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=4466D216FB061EBAE04400144F16FAAE&channelid=4466D216FB061EBAE04400144F16FAAE&schemaid=&opsel=2

    http://lila-conversandocomospais.blogspot.com/2010/01/meu-filho-e-hiperativo.html

    http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=87cf672f-7c2e-4795-b65d-d9d49b54f65f&edition=66

    http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081108173208AARbHBs

    http://idmed.com/gravidezMateria.php?sessao=gravidez&topico=3&materia=50

    http://sei-online.net/especialidades/psicopedagogia/hiperactividade.html?gclid=COSs6MertJ8CFVBd4wodrFQH0g

    http://papodebebe.rozenlandiababy.com.br/2009/12/criancas-hiperativas.html

    http://sras.gov-madeira.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=530%3A-mais-de-duas-centenas-de-hiperactivos&Itemid=42

    http://meiafina.pop.com.br/filhos/news/22/

    http://www.p-albuquerque.com/desordem.htm

    http://www.externatodaluz.com/ficheiros/psicologia/socorro_tenho_um_filho_hiperactivo.pdf

    http://sm-portugal.coolbb.net/conversas-de-cafe-f10/criancas-com-hiperactividade-t1743.htm

    http://diferenteseexcepcionais.blogs.sapo.pt/3337.html

    http://www.camarpho.hpg.com.br/DIVERSOS/hiperatividade/iperatividade.htm

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    http://www.ordiama.com/tdah07/tdah.pdf

    http://users.prof2000.pt/esjmlima/Hiperactividade-power-point.ppt

    http://www.saudeinformacoes.com.br/bebe_hiperatividade.asp

    http://www.acorianooriental.pt/img/oldData/data/20047706842.pdf

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    http://br.dir.groups.yahoo.com/group/escoladepais/message/4496

    http://www.efdeportes.com/efd62/atencao.htm

    http://docs.portalpsi.net/phda_portalsaposaude.pdf

    http://repositorio.esepf.pt/bitstream/handle/10000/63/PG-EE-2008-MFatimaCruz.pdf?sequence=1

    http://www.booktoy.com.br/product_info.php?cPath=31&products_id=2935

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