A hiperactividade é definida por uma diminuição ou falta de controlo na criança que dela sofre. A criança hiperactiva é incapaz de controlar a sua atenção, a sua impulsividade e a sua necessidade de movimento. Não se trata de uma ausência de vontade, mas de uma ausência de controlo. A ausência de controlo traz algumas consequências, tais como:

  • A falta de atenção – é a característica mais importante da hiperactividade e consiste na dificuldade sentida pela criança em controlar a sua atenção na altura em que tem uma tarefa a desempenhar e, portanto, manter-se atenta quando a situação o exige. A criança parece incapaz de se concentrar o tempo suficiente quando a tarefa é um pouco longa, especialmente quando é monótona.
  • A impulsividade – é o segundo grande problema das crianças hiperactivas e pode traduzir-se de diferentes formas:
  1. Pela incapacidade de pensar antes de agir, o que as levas a dirigir palavras agressivas aos outros;
  2. Pela incapacidade de esperar a sua vez numa actividade de grupo, o que as leva a ficar agitadas, a recusar-se em participar ou até a tentar passar à frente dos colegas;
  3. Pela intromissão nas conversas dos adultos, dando opiniões que não foram pedidas;
  4. Pelos riscos a que se sujeitam devido à sua impulsividade, o que as torna em campeãs de todo o tipo de acidentes;
  • A agitação – é a terceira característica da hiperactividade e varia grandemente de uma criança hiperactiva para outra. Contudo, a criança hiperactiva é sempre mais activa que as outras crianças em todas as suas actividades e, na maior parte dos casos, mesmo durante o sono. Mas o que as distingue é a incapacidade de controlar o seu grau de actividade: mexem-se muito, fazem movimentos inúteis desligados da actividade em curso, etc.
  • A obediência – é a quarta característica da hiperactividade, o que leva as crianças a serem descritas como alguém que só faz o que quer. De facto, têm dificuldade em obedecer; em cumprir as regras estabelecidas, quer pelos pais, professores ou mesmo outras crianças.
  • A variabilidade do rendimento escolar – é a característica mais surpreendente para os educadores, pois de um dia para o outro, há uma grande variabilidade na exactidão e na rapidez com que as crianças hiperactivas podem realizar um determinado trabalho, o que muitas vezes leva os educadores a apreciarem estas crianças somente pelo seu rendimento nos dias melhores e a considerarem-nas preguiçosas, pois há dias em que o seu rendimento não é tão bom.

Concluindo, são várias as consequências e os sintomas a ter em conta quando se trata de uma criança hiperactiva, mas também é evidente que a intensidade dos sintomas varia muito de uma criança para outra. Nalgumas, os sintomas são ligeiros e pouco prejudicam os estudos; noutras, muito mais atingidas, é necessário um tratamento muito elaborado. Desta forma, vale a pena acrescentar que não existem duas crianças hiperactivas idênticas.

Obras  consultadas:

Falardeau, G., (1999), As Crianças Hiperactivas, Hoje Viver, Edições Cetop

Schweizer, C., Prekop, J., (2001), Crianças Hiperactivas, Biblioteca dos pais, Ambar

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